terça-feira, 27 de setembro de 2011

Elementos Estruturais do Microscópio Ótico Composto

Geralmente, o microscópio óptico composto é constituído por uma parte mecânica e uma parte óptica.

Sistema Mecânico:

A parte mecânica (suporte) serve para dar estabilidade e sustentar a parte óptica, sendo constituída por:

                Base: estrutura que suporta o microscópio.               
                Canhão: cilindro responsável por sustentar as lentes.                
                Platina: localizada paralela à base, onde se coloca o material a ser observado.
                Parafuso Macrométrico: estrutura em forma de engrenagem que suporta o tubo e permite o deslocamento da platina, permitindo assim a focalização (foco grosseiro) da imagem.               
                Parafuso Micrométrico: imprime ao tubo e/ou a platina movimentos de amplitude reduzida, possibilitando a complementação do processo de focalização (foco fino) da imagem.                 
                Revólver: estrutura em formato de disco, adaptado à região inferior do tubo, que consegue suportar objetivas de diferentes ampliações.





Sistema Óptico:
A parte óptica é composta de duas lentes convergentes, onde a lente que fica mais próxima do objeto é chamada lente objetiva e aquela em que a pessoa observa a imagem ampliada é denominada lente ocular.
 O objeto é colocado próximo ao foco Fob da objetiva, que forma uma imagem: real, invertida e ampliada. Esta imagem forma-se entre a ocular e seu foco Foc e funciona como um objeto para esta lente. A ocular fornece uma imagem final virtual, ainda mais ampliada.
 A ocular atua como uma lupa, ampliando a imagem fornecida pela objetiva, que já era ampliada em relação ao objeto.

       Fonte Luminosa (lâmpada): elemento fundamental da definição da nitidez da imagem, a fonte luminosa do microscópio pode ser de origem artificial (lâmpada) ou de origem natural (espelho refletor).
       Condensador: elemento responsável pela distribuição regular da luz refletida pelo espelho.                
       Diafragma: elemento responsável pela regulagem da intensidade luminosa no campo visual do microscópio.

Qual a importância do microscópio para para ciência?


A citologia é dependente de equipamentos que permitem toda a visualização das células humanas, pois a maioria delas são tão pequenas que não podem ser observadas sem o auxílio de instrumentos ópticos de ampliação. O olho humano tem um limite de resolução de 0,2 mm. Abaixo desse valor, não é possível enxergar os objetos sem o auxilio de instrumentos, como lupas e, principalmente, o microscópio.
O crédito da invenção do microscópio é discutível, mas sabe-se que em 1590 os irmãos neerlandeses Franz, Johan e Zacarias Janssen compuseram um artefato rudimentar munido de um sistema de lentes, que permitia a ampliação e a observação de pequenas estruturas e objetos com razoável nitidez. O aparelho foi denominado de microscópio e se constituiu na principal janela da ciência para o mundo além da capacidade de resolução do olho humano.
Em 1665, o inglês Robert Hooke usou um microscópio para observar uma grande variedade de pequenos objetos, além de animais e plantas que ele mesmo representava em fiéis ilustrações. Hooke percebeu além que a casca do carvalho era formada por uma grande quantidade de alvéolos vazios, semelhantes à estrutura dos favos de uma colmeia. Naquela época, Hooke não tinha noção de que estava observando apenas contornos de células vegetais mortas. Publicou as suas descrições e ilustrações em uma obra denominada Micrographia, em que usa a designação "little boxes or cells" (pequenas caixas ou celas) para denominar os alvéolos observados, dando origem assim ao termo célula. O termo acabou tornando-se definitivo e oficial.
O aperfeiçoamento do microscópio determinou que teria um aumento no volume de obras sobre investigações, usando os recursos da microscopia , gradativamente, o homem foi desvendando os mistérios das células.

O que é um Microscópio?


O microscópio é um aparelho utilizado para visualizar estruturas minúsculas como as células.
Acredita-se que o microscópio tenha sido inventado em 1590 por Hans Janssen e seu filho Zacharias, doisholandeses fabricantes de óculos. Tudo indica, porém, que o primeiro a fazer observações microscópicas de materiais biológicos foi o neerlandês Antonie van Leeuwenhoek (1632 - 1723).
Os microscópios de Leeuwenhoek eram dotados de uma única lente, pequena e quase esférica. Nesses aparelhos ele observou detalhadamente diversos tipos de material biológico, como embriões de plantas, os glóbulos vermelhosdo sangue e os espermatozóides presentes no sêmen dos animais. Foi também Leeuwenhoek quem descobriu a existência dos micróbios, como eram antigamente chamados os seres microscópicos, hoje conhecidos comomicroorganismos.
Os microscópios dividem-se basicamente em duas categorias:
  • Microscópio óptico: funciona com um conjunto de lentes (ocular e objetiva) que ampliam a imagem transpassada por um feixe de luz que pode ser:
    • Microscópio de campo claro
    • Microscópio de fundo escuro
    • Microscópio de contraste de fase
    • Microscópio de interferencia
  • Microscópio eletrônico: amplia a imagem por meio de feixes de elétrons, estes dividem-se em duas categorias: Microscópio de Varredura e de Transmissão.
Há ainda os microscópios de varredura de ponta que trabalham com um larga variedades de efeitos físicos (mecânicos, ópticos, magnéticos, elétricos).
Um tipo especial de microscópio eletrônico de varredura é por tunelamento, capaz de oferecer aumentos de até cem milhões de vezes, possibilintando até mesmo a observação da superfície de algumas macromoléculas, como é o caso do DNA.